quinta-feira, 15 de novembro de 2018

CRÔNICAS - Herbert Haeckel

São outros quinhentos
(Herbert Haeckel)

Depois de 800 anos de dominação árabe na Península Ibérica, os Reis Católicos expulsaram o invasor. Nem todos, obviamente...
Sérvulo, o mouro, como era conhecido, não nasceu europeu. Era mouro, como bem se pode deduzir... Nada contra o povo do islã! Que isto fique bem claro!
Sérvulo, o mouro, converteu-se ao catolicismo. Por conveniência, é bem verdade. Mas, converteu-se. Aspirava a uma ocupação na Corte de Dom Fernando II de Aragão.
Tinha um perfil peculiar: bajulador, venal, ardiloso, vingativo, dissimulador e mentiroso, muito mentiroso. Ademais, era pequeno. Não somente no nome, não somente na estatura.
Para esconder a tez mui morena, adquirida geneticamente, e cujo fenótipo foi intensificado pelo sol escaldante do Saara, vestia-se com roupas pretas, que davam a falsa impressão de ser mais claro do que realmente não era. Tinha aversão às suas origens. Queria, primeiro, ser ibero. Depois, com a notícia que chegava do aventureiro genovês, financiado pelos Reis Católicos, acerca do grande achado do final do século XV, sonhava em ser americano. Mas, isto era segredo seu...
Sonhador - esqueci-me de incluir este atributo no rol acima! - Sérvulo, o mouro, fazia planos, já contando como certa a sua ida para o Novo Mundo.
Todavia, necessitava, antes, consolidar-se na Corte. E acumular metais.
Sérvulo, o mouro, era hábil em persuadir as pessoas - isto eu não posso negar! Com sua voz fina, mas nada melodiosa, conseguia atrair a confiança da maior parte das pessoas, que, desavisadamente, viam naquele homem de preto uma sincera e angelical pessoa.
Finalmente, Sérvulo, o mouro, depois de muito bajular a rainha consorte, Dona Isabel de Castela, conseguiu uma ocupação na Corte: ficou responsável por zelar pela fé, função análoga à dos juízes das 12 Tribos, das quais narra o Velho Testamento.
Adquiriu notoriedade. Não em razão do zelo pela fé, mas em decorrência de sua volubilidade.
De acordo com a conveniência da situação, mudava de opinião, como a pluma muda de direção conforme o vento. Para isto, estendia sua mão direita para a frente e dizia:
- Mas aí, são outros quinhentos!
Depois, guardava contentemente um saco com 125 moedas de 4 maravedis...



CRÔNICAS - Herbert Haeckel

Mui amigo para sempre
(Herbert Haeckel)

Galindo Marabá não sabia pescar. 
Elegeu-se deputado, com a promessa de fazer chover no cerrado durante o ano todo.
Um pequeno pecuarista, Eutérpio Goiabeira, mui amigo seu, comprou a ideia. Mandou cercar umas terras sem donos. Cercou também aqueloutras que tinham donos, depois que esses donos receberam como paga sete palmos de terra na vertical. Marabá cuidou dos pagamentos.
Eutérpio esperou por anos a chuva que viria o ano todo. Nunca veio. Vieram outras coisas. Mas, convenhamos, isto não lhes foi motivo para acabar com uma amizade!
Lá se vão quase trinta anos... 
Galindo Marabá, cansado da deputança, aceita a sugestão de morar no Alvorada.
Eutérpio Goiabeira, que de pecuarista foi a banqueiro - sabe-se lá como! - não viu com bons olhos a empresa do amigo. Admoestou-o a desistir.
- Que nada, compadre Eutérpio! Eu preciso é da chave do cofre! 
Malgrado fossem amigos, Eutérpio, que de trouxa nada tinha, e nem de santo, não confiava em Marabá. Eu também não confiaria numa pessoa destemperada, que tudo quer resolver no grito ou na bala, e que não gosta de pretos... 
Como eu poderia deixar de contar-vos? 
Um lapso de memória, confesso... Eutérpio era filho de Preta Zenaide, filha da cozinheira da casa dos Hoffmannistall. Aos catorze anos, Preta Zenaide, que ainda fazia de bonecas as espigas de milho, ficou prenhe do primogênito de Hans Hoffmannistall. 
Quando pariu, o menino foi deixado numa das últimas rodas dos expostos. Mas, sempre vigiado de longe por Preta Zenaide, que no leito de morte, aos 32 anos, com tuberculose, deixou uma escritura em que passava uma porção de terra, nada parcimoniosa, que recebera em doação de seu primeiro e único amante, para o filho que não pôde amamentar.
Eutérpio recebeu somente a prenda. Em troca, deu àquela a quem não considerava mãe, mais pela cor que pelo abandono, o total desprezo.
O resto da estória vós podeis deduzir...
O fato é que Eutérpio também tinha outros planos, que justamente iam de encontro aos de Galindo Marabá.
Desfez-se a amizade.
Galindo Marabá perdeu a eleição. Ficou sem emprego. Nunca juntou nada. Sempre dizia quando lhe pediam um dinheiro: "não dê o peixe, dê a vara!" - assim mesmo, com estas palavras.
Eutérpio também não se elegeu. Ficou ministro. 
Galindo Marabá passou por cima do orgulho e foi suplicar a Eutérpio Goiabeira, o ministro. 
Eutérpio deu-lhe a vara. No lombo.



CRÔNICAS - Herbert Haeckel

Olindo Aroeira
(Herbert Haeckel)

Arrisco-me a dizer que o amor é a síntese do otimismo.
Olindo Aroeira nasceu causando choque. Espanto.
O obstetra quase o deixa cair após tirá-lo do ventre materno e assustar-se ao fitá-lo. Era por demais feio. Nasceu com os olhos arregalados. A enfermeira, ao pegá-lo para a pesagem, não se conteve:
- Jesus, Maria e José! O que é isso?
Seus pais convergiam para o senso comum naquele momento. Por isso, e muito mais ainda por amor, deram-lhe o nome Olindo.
- Pelo menos, alguma coisa bonita ele terá...
Olindo Aroeira nunca chorou na vida. Nunca precisou. Por extrema cautela, seus pais faziam-lhe todas as vontades. Previam seus desejos. Não queriam ter a experiência de vê-lo chorar. Era arriscado.
Quando chegou a idade para ir à escola, Olindo Aroeira foi matriculado no Grupo Escolar Professora Maria Taubaté. No terceiro dia de aula, a diretora foi pessoalmente à casa de Olindo recomendar que não o levassem mais para a escola. Vou abrir um parêntese aqui: no segundo dia de aula, foi registrada uma evasão de 99,95% dos alunos. Fecho o parêntese.

Sugeriu a diretora um método que, segundo ela, seria introduzido uns setenta anos depois: ensino à distância, desde o primário até a universidade. Advirto-vos que naquela época o que se chama hoje “fundamental” era o curso primário.
E assim Olindo foi educado.
Seus pais, seus mestres.
Passou pelo Curso de Admissão, pelo Ginasial... Tudo em casa!
Eis que chegou a hora de ingressar na universidade... Olindo optou por fazer filosofia. Dizia ser sua paixão. Diplomou-se filósofo. Em casa. Aluno laureado.
Logo depois, talvez por estar cumprida a missão, seus pais descansaram os olhos para sempre.
Olindo estava só. Não lhe fez muita diferença. Nunca teve amigos. Fez do cigarro seu companheiro inseparável. Até os dias de hoje.
Iniciou sua carreira de professor de filosofia inaugurando um curso por correspondência. Literalmente.
Enviava aos seus, inicialmente poucos, alunos cartas com as assuntos que ministrava.
Olindo discordava de tudo.
Certa vez, escreveu uma carta - gostava de cartas, bilhetes, telegramas... - ao senador Altamiranelson Araucária, sugerindo-lhe um projeto de lei que revogasse as Leis de Newton.
Como resposta, o senador Araucária disse-lhe que não seria prudente mexer com alguém do quilate de “Nilton” (foi assim mesmo que o senador grafou), mas que faria todo o esforço para que as “leis de Nilton” fossem “mais brandas”.
Olindo Aroeira afirma, até hoje, que a Terra é plana e é o centro do Universo.
Diz que quem usa incenso é “
esquerdopata comunista”, e que tem certeza de que Gaspar, o rei mago de vinte e poucos anos que levou incenso ao Menino Jesus, era comunista.
Com a modernidade, veio a internet. Olindo adaptou-se bem à nova condição.
Sem nunca ter pisado numa sala de aula, continua a dar aulas... Agora, pela internet. Autodenomina-se “professor Olindo Aroeira, o filósofo”.
E como eu já disse noutra ocasião, há sempre um tolo a depositar noutro tolo a sua confiança.
Há sempre um tolo a chamar um outro tolo por “professor”... e “filósofo”!



CRÔNICAS - Herbert Haeckel

O bom pastor
(Herbert Haeckel)

Macadâmio... 
Quando nasceu, não era de Jesus. Nem era Macadâmio. Somente depois dos vinte anos, já na igreja, virou Macadâmio de Jesus.
Não gostava de estudar. Com muito esforço, terminou a 4.ª série. Sonhava um dia ser rico.
Surgiu-lhe, de repente, a igreja. Cleodomiro, o Bom Pastor - assim se apresentava -, convenceu-o a converter-se. Logo, logo, chegou ao púlpito.
Mas, ficou responsável pelas ofertas. Levava jeito para isso.
Talvez da noite para o dia - não sei bem ao certo dizer -  já não precisou mais sonhar em ser rico. Comprou imóveis. E móveis também.
Os fiéis, cada dia mais pobres, mas sem deixar de ofertar parte de seus rendimentos, ouviam-no dizer:
- Tem de ter fé e merecimento! Se eu não tivesse fé e não merecesse, não ganharia de deus o que eu tenho hoje.
Por isso mesmo, culpavam-se pelos revezes, culpavam-se pela penúria por que passavam...
Para eles, Macadâmio de Jesus era rico porque era um homem santo, um homem de Deus... E era, também, um bom pastor!
Macadâmio morreu novo. Aos 51 anos. O coração não suportou. Overdose. Mas, morreu fazendo o que mais gostava de fazer na vida: estar nos braços de prostitutas bonitas da Casa de Odete Butterfly.




Momento Haikai VII - Herbert Haeckel


Foto: H. Haeckel


Momento Haikai VII
(Herbert Haeckel)

Nexo... Dá-me o ontem,
Neste amanhã que não vem,
Hoje de presente.



quinta-feira, 13 de maio de 2010

Soneto 16 - Herbert Haeckel



O Abismo - óleo sobre tela de Edmilson Vieira da Costa


Soneto 16
(Herbert Haeckel)

Já não brilham estrelas no céu mais...
Na noite caligante, a solitude,
Que imola, que castiga por demais,
Toma-me o velho peito de inquietude...

E a alma em prantos, de culpas abismais,
Perde a esperança - já se desilude -,
E de remorsos morre, nas brumais
Noites repletas de vicissitude...

Volta – pedi, com insistência –, Estrela!
Vem clarear meu céu, de temerosa
Treva tomado!... Vão-se os sonhos meus,

Um a um, na manhã triste, por não vê-la,
Estrela minha... E fica a dolorosa,
Pungente, sensação do triste adeus!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Soneto 13 - Herbert Haeckel




Luar em Barra Grande - óleo sobre tela de Spinelli d'Brito


Soneto 13
(Herbert Haeckel)

Emudeci com vê-la, então, chorando...
As lágrimas, demais sofridas, correm
Na áurea face, e os nimbos disfarçando
O pranto triste, das mágoas que escorrem.

Entristeci-me com vê-la falando
Às estrelas, no escuro céu: «Não chorem!
Eu assim sou, e vou para sempre amando
E as tristezas, um dia, vão-se... Morrem!»...

Fitei-a: Lua, por que tu choras tanto?
Dize-me a razão para este teu pranto!
Aos soluços, a Lua, branca, linda,

Fala-me, com ternura, ela: «É o amor...
Que avassala, que impõe à alma o temor
De ter uma saudade que não finda!»...

segunda-feira, 22 de março de 2010

Soneto 15 - Herbert Haeckel



Certeza - óleo sobre tela de Carlos Pinto


Soneto 15
(Herbert Haeckel)


O beijo... Duas bocas que se tocam,
Que se completam. Duas bocas ávidas
Pelas paixões infrenes que sufocam,
Que torturam, que inflamam duas vidas...

O beijo... Duas bocas que se chocam,
Que se unem... Duas bocas incontidas,
Que clamam o amor, que rogam, que invocam
Mil abraços e mãos mais que atrevidas...

Amor que se declara sem dizer,
Segredo que se conta sem falar,
Calmo, devasso, breve, demorado,

O beijo é, sim, a porta do prazer,
Consentimento, mesmo ao se calar,
É devoção, ainda que roubado!



quarta-feira, 10 de março de 2010

Momento Haikai VI - Herbert Haeckel



Vida Noturna - acrílica sobre tela de Orbetelli


Momento Haikai VI
(Herbert Haeckel)

Estrelas brilhantes,
Noite cintilante, clara:
Há festa no céu!



sexta-feira, 5 de março de 2010

Momento Haikai V - Herbert Haeckel




Corpos - acrílica sobre tela de Orbetelli


Momento Haikai V
(Herbert Haeckel)

Na penumbra, corpos...
Dois amantes em silêncio:
Desejos ocultos...


terça-feira, 2 de março de 2010

Momento Haikai IV - Herbert Haeckel



A Morte da Floresta - óleo sobre tela de Marcelo Malheiros Teixeira


Momento Haikai IV
(Herbert Haeckel)

Chamas na floresta...
Antes, um balão no céu:
Natureza morta!



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Soneto 12 - Herbert Haeckel



Luar em Barra Grande - óleo sobre tela de Spinelli d'Brito


Soneto 12
(Herbert Haeckel)

O céu de estrelas... Um jardim florido...
Flores que piscam no infinito páramo,
Em noite clara de luar luzido,
Como um pálio coberto de recamo...

Estrela, flor, adorno colorido,
Da noite bela, donde emana o bálsamo,
A serenar o coração ferido,
Desde o dia em que deixaste o tálamo...

Como a flor que murcha sem luz, sem água,
Meu peito morre sem o teu calor,
E a boca seca sem o lábio teu...

Não mais, estrelas, me deixais à míngua!
Chamai por ela, do jardim a flor,
E extirpai, enfim, a dor que me abateu!




quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Momento Haikai III - Herbert Haeckel




Vôo Noturno - acrílica sobre tela de Orbetelli


Momento Haikai III
(Herbert Haeckel)

Um pássaro voa
Na azulada imensidade...
Voa, liberdade!


Momento Haikai II - Herbert Haeckel




Natureza Morta - pastel seco de Lourdes Collina

Momento Haikai II
(Herbert Haeckel) 

Natureza-morta...
Uma adaga, uma flor pálida:
Sangue sobre a tela.


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A Alma dos Vinte Anos - Alberto de Oliveira





A Carta - óleo sobre tela de Rosah Casanova


A Alma dos Vinte Anos
(Alberto de Oliveira)

A alma dos meus vinte anos noutro dia
Senti volver-me ao peito, e pondo fora
A outra, a enferma, que lá dentro mora,
Ria em meus lábios, em meus olhos ria.

Achava-me ao teu lado então, Luzia,
E da idade que tens na mesma aurora;
A tudo o que já fui, tornava agora,
Tudo o que ora não sou, me renascia.

Ressenti da paixão primeira e ardente
A febre, ressurgiu-me o amor antigo
Com os seus desvarios e com os seus enganos...

Mas ah! quando te foste, novamente
A alma de hoje tornou a ser comigo,
E foi contigo a alma dos meus vinte anos.





Êxtase - Cruz e Souza




Espera - acrílica sobre tela de Cristiane Campos


Êxtase
(Cruz e Souza) 

Quando vens para mim, abrindo os braços
Numa carícia lânguida e quebrada,
Sinto o esplendor de cantos de alvorada
Na amorosa fremência dos teus passos. 


Partindo os duros e terrestres laços,
A alma tonta, em delírio, alvoroçada,
Sobe dos astros a radiosa escada
Atravessando a curva dos espaços. 


Vens, enquanto que eu, perplexo d'espanto,
Mal te posso abraçar, gozar-te o encanto
Dos seios, dentre esses rendados folhos. 


Nem um beijo te dou! abstrato e mudo
Diante de ti, sinto-te, absorto em tudo,
Uns rumores de pássaros nos olhos.



Momento Haikai - Herbert Haeckel




Abstrato - óleo sobre tela de Justen Vanrenolt


Momento Haikai
(Herbert Haeckel)


Andava soturno,
Com a mão no coração.
Infarto? É amor...



A Uma Dama - Gregório de Matos






Marinha Prateada - óleo sobre tela de Lourdes Collina



A Uma Dama
(Gregório de Matos)

Vês esse Sol de luzes coroado,
Em pérolas a Aurora convertida;
Vês a Lua, de estrelas guarnecida;
Vês o Céu, de planetas adornado?

O céu deixemos: vês, naquele prado,
A rosa com razão desvanecida,
A açucena por alva presumida,
O cravo por galã lisonjeado?

Deixa o prado: vem cá, minha adorada:
Vês desse mar a esfera cristalina
Em sucessivo aljôfar desatada?

Parece aos olhos ser de prata fina...
Vês tudo isto bem? Pois tudo é nada
À vista do teu rosto, Catarina.



 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

2ª Sombra - Bárbara - Castro Alves





Dama Antiga com Plumas - óleo sobre tela de Lourdes Collina


2ª Sombra - Bárbara
(Castro Alves)

Erguendo o cálix que o Xerez perfuma.
Loura a trança alastrando-lhe os joelhos,
Dentes níveos em lábios tão vermelhos,
Como boiando em purpurina escuma;


Um dorso de Valquíria... alvo de bruma,
Pequenos pés sob infantis artelhos,
Olhos vivos, tão vivos, como espelhos,
Mas como eles também sem chama alguma;


Garganta de um palor alabastrino,
Que harmonias e músicas respira...
No lábio - um beijo... no beijar - um hino;


Harpa eólia a esperar que o vento a fira,
- Um pedaço de mármore divino...
- É o retrato de Bárbara - a Hetaira.





domingo, 24 de janeiro de 2010

Soneto 11 - Herbert Haeckel





Miragem em alto-mar - óleo sobre eucatex de Carlos Pinto


Soneto 11
(Herbert Haeckel) 

Fala-me a rosa perfumada, lírica,
Do orvalho gélido da noite escura.
Fala-me da aurora alva, assim, eufórica,
Da levíssima brisa, com candura...

Fala-me a rosa da emoção onírica,
Da paixão, dos amantes a aventura,
Fala-me das canções, da imagem feérica,
Da Lua e do Sol, com plena ternura...

Ah, rosa! Que me tens a dizer mais?
Dize-me agora onde estará aquela
Que meu coração, lúgubre, levou!

«Não posso!» - a rosa disse-me - «Jamais
Teu coração levado foi por ela...
Levaste o dela, que a ti o entregou!».





Pensamentos...



«Mesmo a mulher mais sincera esconde algum segredo no fundo do seu coração.» (Kant)

«Assim como se diz que a hipocrisia é o maior elogio da virtude, a arte de mentir é o mais forte reconhecimento da força da verdade.» (William Hazlitt)

«Conhecer a verdade não é o mesmo que amá-la e amar a verdade não equivale a deleitar-se com ela.» (Confúcio)

«A água corre tranqüila quando o rio é fundo.» (William Shakespeare)

«O repouso é bom, mas o tédio é irmão do repouso.» (Voltaire)

«Você será avarento se conviver com homens mesquinhos e avarentos. Será vaidoso se conviver com homens arrogantes. Jamais se livrará da crueldade se compartilhar sua casa com um torturador. Alimentará sua luxúria confraternizando-se com os adúlteros. Se quer livrar-se de seus vícios, mantenha-se afastado do exemplo dos viciados.» (Sêneca)

«É extremamente fácil enganar a si mesmo, pois o homem geralmente acredita no que deseja» (Demóstenes)

«Precisamos parecer um pouco com os outros para compreender os outros, mas precisamos ser um pouco diferentes para amá-los.» (Paul Géraldy)

«O que sabemos é uma gota e o que ignoramos é um oceano.» (Isaac Newton)

«Na atual sociedade, em que os valores estão invertidos, o dinheiro é capaz de comprar tudo, inclusive a verdade, a amizade e o amor. Mas, findo o dinheiro, esgotam-se, também, e ao mesmo tempo, as verdades, as amizades e os amores por ele comprados.» (Herbert Haeckel)

Curiosidades

Calcula-se que há 100 milhões de insetos para cada ser humano.

A maior borboleta do mundo é a Queen Alexandra Birdwing, encontrada numa pequena área da floresta tropical no norte da Papua Nova Guiné. A fêmea, que é maior que o macho, pode chegar a 31 cm de envergadura e ter massa de até 12kg. Está ameaçada de extinção, em razão da destruição de seu habitat natural.

O órgão sexual da aranha macha está localizado no final de uma de suas patas.

As abelhas possuem cinco olhos; três pequenos no topo da cabeça e os dois maiores na frente.

Alguns insetos conseguem viver até um ano sem a cabeça.

Uma barata pode viver até 6 dias sem a cabeça; acaba morrendo de fome, porque não tem como se alimentar.

As formigas comunicam-se por meio do olfato.

Mosquitos são atraídos duas vezes mais pela cor azul do que por qualquer outra cor.

O inseto com o maior cérebro em relação ao tamanho do corpo é a formiga.

Os mosquitos fêmeos chupam o sangue, porque necessitam das proteínas para desenvolver os ovos que carregam.

Uma asa de mosquito move-se mil vezes a cada segundo.

As moscas domésticas vivem apenas 2 semanas.

Os mosquitos causaram mais mortes do que todas as guerras juntas.

A luz dos vaga-lumes é produzida pela oxidação de uma substância química chamada luciferina na presença de uma enzima chamada luciferase, de ATP (fonte de energia) e de magnésio. A cor e o ritmo da luz variam de acordo com a espécie. O animal pode controlar a produção, a duração e a intermitência (quantas vezes acende e apaga) da luz. A luminescência é um aviso aos inimigos para que se afastem. Nos adultos, também tem a função de atrair a fêmea para o acasalamento.