sexta-feira, 26 de junho de 2009

Castro Alves




ANTÔNIO FREDERICO DE CASTRO ALVES. Poeta brasileiro, nascido em Curralinho (atualmente Castro Alves), Estado da Bahia, em 14 de março de 1847; falecido em Salvador, aos 24 anos de idade, em 6 de julho de 1871. Conhecido por «Poeta dos Escravos», em razão da sua poesia marcadamente contrária à escravidão. É o Patrono da Cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras.

7ª Sombra - Dulce

Se houvesse ainda talismã bendito
Que desse ao pântano - a corrente pura,
Musgo - ao rochedo, festa - à sepultura,
Das águias negras - harmonia ao grito...,

Se alguém pudesse ao infeliz precito
Dar lugar no banquete da ventura...
E tocar-lhe o velar da insônia escura
No poema dos beijos - infinito...,

Certo. . . serias tu, donzela casta,
Quem me tomasse em meio do Calvário
A cruz de angústias que o meu ser arrasta!. . .

Mas, se tudo recusa-me o fadário,
Na hora de expirar, ó Dulce, basta
Morrer beijando a cruz de teu rosário!...

Bocage



MANUEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE. Poeta português, maior representante do arcadismo lusitano. Nasceu em Setúbal, em 15 de setembro de 1765; faleceu em 21 de dezembro de 1805. Em 1791, ingressou na Academia das Belas Letras ou Nova Arcádia, adotando o pseudônimo Elmano Sadino. Em meados de 1786, passou pela Cidade do Rio de Janeiro, encantando-se com suas belezas naturais. Conhecido pela sua poesia satírica, destacou-se, também, por seu incomparável lirismo.

Soneto IV

Meu ser evaporei na lida insana
Do tropel de paixões que me arrastava;
Ah! cego eu cria, ah! mísero eu sonhava
Em mim quase imortal a essência humana!

De que inúmeros sóis a mente ufana
Existência falaz me não dourava!
Mas eis sucumbe Natureza escrava
Ao mal que a vida em sua origem dana.

Prazeres, sócios meus, e meus tiranos!
Esta alma, que sedenta em si não coube,
No abismo vos sumiu dos desenganos.

Deus, ó Deus! Quando a morte a luz me roube,
Ganhe um momento o que perderam anos,
Saiba morrer o que viver não soube.


quinta-feira, 25 de junho de 2009

Faro - Vander Lee


Vander Lee - Faro

01. EU E ELA
02. DO BÃO
03. FAROL
04. FUI
05. PONTO DE LUZ
06. NINGUÉM VAI TIRAR VOCÊ DE MIM
07. OBSCURIDADE
08. O BAILE DOS ANJOS
09. NUNCA NÃO
10. NEGA NAGÔ
11. CACOS
12. DESEJO DE FLOR


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Pelo Sabor do Gesto - Zélia Duncan

Zélia Duncan - Pelo Sabor do Gesto

1. Pelo Sabor do Gesto
(As-tu dejà aimé?, de Alex Beaupain, versão Zélia Duncan)

2. Sinto Encanto
(Moska / Zélia Duncan)

3. Tudo Sobre Você
(John Ulhoa / Zélia Duncan)

4. Telhados de Paris
(Nei Lisboa)

5. Se Um Dia Me Quiseres
(Zélia Duncan / Zeca Baleiro)

6. Se Eu Fosse
(Dante Ozzetti / Zélia Duncan)

7. Os Dentes Brancos do Mundo
(Marcos Valle / Paulo Sérgio Valle)

8. Todos os Verbos
(Marcelo Jeneci / Zélia Duncan)

9. Ambição
(Rita Lee)

10. Duas Namoradas
(Itamar Assumpção / Alice Ruiz)

11. Nem Tudo
(Edu Tedeschi / Zélia Duncan)

12. Aberto [Faixa 11]
(Edu Tedeschi / Zélia Duncan)

13. Esporte Fino Confortável
(Chico César / Zélia Duncan)

14. Boas Razões
(De Bonnes Raisons, de Alex Beaupain, versão Zélia Duncan)



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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Raimundo Correia


RAIMUNDO DA MOTA DE AZEVEDO CORREIA foi juiz e poeta parnasiano brasileiro. Nasceu em 13 de maio de 1859, a bordo do navio São Luiz, ancorado em águas maranhenses; morreu em 13 de setembro de 1911, em Paris. Iniciou sua carreira poética com o livro «Primeiros Sonhos». Adotou como tema de suas poesias a perfeição formal dos objetos. Sua poesia foi marcada por um forte pessimismo.

As Pombas

Vai-se a primeira pomba despertada...
Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sangüínea e fresca a madrugada...

E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais, de novo, elas serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada...

Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um a um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;

No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Gregório de Matos


GREGÓRIO DE MATOS GUERRA. Poeta barroco nascido em Salvador/BA, em 20 de dezembro de 1623, falecido em Recife/PE em 1696. Foi contenporâneo do Padre Antônio Vieira. Formou-se em Direito, em 1661, pela Universidade de Coimbra. Conhecido como «Boca do Inferno», em função de sua poesia satírica. Considerado como o iniciador da literatura brasileira.



Soneto VI 

A cada canto um grande Conselheiro,
Que nos quer governar cabana e vinha: 
Não sabem governar sua cozinha, 
E podem governar o Mundo inteiro. 

Em cada porta um bem freqüente Olheiro, 
Da vida do vizinho e da vizinha, 
Pesquisa, escuta, espreita e esquadrinha 
Para o levar à Praça e ao Terreiro. 

Muitos Mulatos desavergonhados, 
Trazidos pelos pés aos Homens nobres; 
Posta nas palmas toda a picardia. 

Estupendas usuras nos mercados: 
Todos os que não furtam, muito pobres: 
Eis aqui a Cidade da Bahia.

domingo, 7 de junho de 2009

Bons Ventos Sempre Chegam - Luiza Possi



Luiza Possi - Bons Ventos Sempre Chegam

01. Vou adiante - Baseado no Tema plus Viviant - Part. especial Lokua Kanza
02. Tudo Certo
03. Queixo caído
04
. Toda vez
05. Eu espero
06. Pode me dar
07. Cantar
08. Minha mãe
09. Pipoca contemporânea

10. Agora já é tarde
11. Ao meu redor
12. De graça
13. Paisagem

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Machado de Assis





JOAQUIM MARIA MACHADO DE ASSIS era cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta. Nasceu no Rio de Janeiro, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908. É o fundador da Cadeira n° 23 da Academia Brasileira de Letras, escolhendo o nome, para Patrono dessa Cadeira, do amigo, de quem era profundo admirador, José de Alencar, que morrera cerca de vinte anos antes da fundação da ABL. Ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis.

Círculo Vicioso

Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:
- «Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!»
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:

- «Pudesse eu copiar o transparente lume,
Que, da grega coluna à gótica janela,
Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela!»
Mas a lua, fitando o sol com azedume:

- «Mísera! Tivesse eu aquela enorme, aquela
Claridade imortal, que toda a luz resume!»
Mas o sol, inclinando a rútila capela:

- «Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta azul e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vaga-lume?»

sábado, 6 de junho de 2009

Por Elas e Por Eles - Djavan


Djavan: Por Elas e por Eles (Duplo)

Este CD duplo reúne os melhores intérpretes da MPB, com suas versões dos maiores sucessos de Djavan.

CD 1 - Djavan: Por Elas
1. TANTA SAUDADE - IVETE SANGALO
2. PÉTALA - CÁSSIA ELLER
3. CIGANO - ZÉLIA DUNCAN
4. FLOR-DE-LIZ - BETH CARVALHO
5. FALTANDO UM PEDAÇO - GAL COSTA
6. MEU BEM-QUERER - NANA CAYMMI
7. SERRADO (ao vivo) - DANIELA MERCURY
8. ÁLIBI - MARIA BETHÂNIA
9. SAMBA DOBRADO (ao vivo) - ELIS REGINA
10. SINA - SANDRA DE SÁ
11. SEDUZIR - ROSA PASSOS
12. CAPIM - ZIZI POSSI (participação especial de Mart'nália)
13. OUTONO - ÂNGELA RO RO
14. A ROTA DO INDIVÍDUO (FERRUGEM) - OLÍVIA HIME

CD 2 - Djavan: Por Eles
1. LINHA DO EQUADOR (ao vivo) - CAETANO VELOSO
2. SAMURAI - ED MOTTA
3. OCEANO - TIM MAIA
4. SE... (ao vivo) - BANDA EVA
5. LILÁS - CIDADE NEGRA
6. A ILHA - CHICO BUARQUE
7. AÇAÍ - PARALAMAS DO SUCESSO
8. NOBREZA - NEY MATOGROSSO E LUIZ AVELLAR
9. AZUL - ORLANDO MORAIS
10. FATO CONSUMADO - ZÉ RENATO E RICARDO SILVEIRA
11. TOPÁZIO - PAULINHO MOSKA
12. MAÇÃ DO ROSTO - LENINE
13. ESTÓRIA DE CANTADOR - DOMINGUINHOS
14. LUZ - CLÁUDIO ZOLLI E ARTHUR MAIA



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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Olavo Bilac




OLAVO BRAZ MARTINS DOS GUIMARÃES BILAC era jornalista, poeta, inspetor de ensino. Nasceu no Rio de Janeiro, em 16 de dezembro de 1865; faleceu, na mesma cidade, em 28 de dezembro de 1918. Um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, criou a Cadeira n° 15, que tem como patrono Gonçalves Dias. De estilo parnasiano, sua obra é destaque na Literatura Brasileira. Foi eleito o «Príncipe dos Poetas Brasileiros».

Via-Láctea - Soneto XIII

«Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!» E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A Via-Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: «Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?»

E eu vos direi: «Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas».



Natureza Íntima - Augusto dos Anjos

Natureza Íntima
(Augusto dos Anjos)

Cansada de observar-se na corrente
Que os acontecimentos refletia,
Reconcentrando-se em si mesma, um dia,
A Natureza olhou-se interiormente!

Baldada introspecção! Noumenalmente
O que Ela, em realidade, ainda sentia
Era a mesma imortal monotonia
De sua face externa indiferente!

E a Natureza disse com desgosto:
"Terei somente, porventura, rosto?!
"Serei apenas mera crusta espessa?!

"Pois é possível que Eu, causa do Mundo,
"Quando mais em mim mesma me aprofundo
"Menos interiormente me conheça?!"

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Augusto dos Anjos








 AUGUSTO DE CARVALHO RODRIGUES DOS ANJOS nasceu no Engenho Pau d’Arco, no Município de Sapé, Estado da Paraíba. Seus primeiros versos são compostos quando tinha somente 7 anos de idade. Em 1903, ingressou no Curso de Direito da Faculdade de Direito do Recife, na qual se bacharelou em 1907. Autor de primorosos poemas, em 1900 publica «Saudade», num periódico – como fez a vida inteira. Em 1912, publica seu único livro: «Eu». Faleceu em 12 de novembro de 1914, em Leopoldina, Minas Gerais, em decorrência de uma pneumonia. Após sua morte, foi organizada, por seu amigo Orris Soares, uma edição, a que denominara «Eu e Outras Poesias», quando incluiu poemas não publicados por Augusto dos Anjos. 

Ilusão

Dizes que sou feliz. Não mentes. Dizes
Tudo que sentes. A infelicidade
Parece às vezes com a felicidade
E os infelizes mostram ser felizes!

Assim, em Tebas - a tumbal cidade,
A múmia de um herói do tempo de Ísis,
Ostenta ainda as mesmas cicatrizes
Que eternizaram sua heroicidade!

Quem vê o her6i, inda com o braço altivo,
Diz que ele não morreu, diz que ele é vivo,
E, persuadido fica do que diz...

Bem como tu, que nessa crença infinda
Feliz me viste no Passado, e ainda
Te persuades de que sou feliz!
 

Pensamentos...



«Mesmo a mulher mais sincera esconde algum segredo no fundo do seu coração.» (Kant)

«Assim como se diz que a hipocrisia é o maior elogio da virtude, a arte de mentir é o mais forte reconhecimento da força da verdade.» (William Hazlitt)

«Conhecer a verdade não é o mesmo que amá-la e amar a verdade não equivale a deleitar-se com ela.» (Confúcio)

«A água corre tranqüila quando o rio é fundo.» (William Shakespeare)

«O repouso é bom, mas o tédio é irmão do repouso.» (Voltaire)

«Você será avarento se conviver com homens mesquinhos e avarentos. Será vaidoso se conviver com homens arrogantes. Jamais se livrará da crueldade se compartilhar sua casa com um torturador. Alimentará sua luxúria confraternizando-se com os adúlteros. Se quer livrar-se de seus vícios, mantenha-se afastado do exemplo dos viciados.» (Sêneca)

«É extremamente fácil enganar a si mesmo, pois o homem geralmente acredita no que deseja» (Demóstenes)

«Precisamos parecer um pouco com os outros para compreender os outros, mas precisamos ser um pouco diferentes para amá-los.» (Paul Géraldy)

«O que sabemos é uma gota e o que ignoramos é um oceano.» (Isaac Newton)

«Na atual sociedade, em que os valores estão invertidos, o dinheiro é capaz de comprar tudo, inclusive a verdade, a amizade e o amor. Mas, findo o dinheiro, esgotam-se, também, e ao mesmo tempo, as verdades, as amizades e os amores por ele comprados.» (Herbert Haeckel)

Curiosidades

Calcula-se que há 100 milhões de insetos para cada ser humano.

A maior borboleta do mundo é a Queen Alexandra Birdwing, encontrada numa pequena área da floresta tropical no norte da Papua Nova Guiné. A fêmea, que é maior que o macho, pode chegar a 31 cm de envergadura e ter massa de até 12kg. Está ameaçada de extinção, em razão da destruição de seu habitat natural.

O órgão sexual da aranha macha está localizado no final de uma de suas patas.

As abelhas possuem cinco olhos; três pequenos no topo da cabeça e os dois maiores na frente.

Alguns insetos conseguem viver até um ano sem a cabeça.

Uma barata pode viver até 6 dias sem a cabeça; acaba morrendo de fome, porque não tem como se alimentar.

As formigas comunicam-se por meio do olfato.

Mosquitos são atraídos duas vezes mais pela cor azul do que por qualquer outra cor.

O inseto com o maior cérebro em relação ao tamanho do corpo é a formiga.

Os mosquitos fêmeos chupam o sangue, porque necessitam das proteínas para desenvolver os ovos que carregam.

Uma asa de mosquito move-se mil vezes a cada segundo.

As moscas domésticas vivem apenas 2 semanas.

Os mosquitos causaram mais mortes do que todas as guerras juntas.

A luz dos vaga-lumes é produzida pela oxidação de uma substância química chamada luciferina na presença de uma enzima chamada luciferase, de ATP (fonte de energia) e de magnésio. A cor e o ritmo da luz variam de acordo com a espécie. O animal pode controlar a produção, a duração e a intermitência (quantas vezes acende e apaga) da luz. A luminescência é um aviso aos inimigos para que se afastem. Nos adultos, também tem a função de atrair a fêmea para o acasalamento.